Ativista do movimento negro e professor maranhense, Hertz Dias é pré-candidato à Presidência pelo PSTU


O professor da rede pública de ensino do Maranhão e ativista do movimento negro, Hertz Dias, foi anunciado como pré-candidato à presidência da República pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). O anúncio foi realizado nesta terça-feira (24), junto de um manifesto divulgado pelo PSTU. Ele foi candidato a vice-presidente da República em 2018, na chapa com Vera Lúcia (PSTU).

“Lançamos a pré-candidatura de Hertz Dias justamente para debater um projeto anti-imperialista, socialista, de mudança social para valer do Brasil. Não se trata de um projeto eleitoreiro, mas, ao contrário, de um projeto que fortaleça a construção de uma alternativa socialista e revolucionária, independente dos patrões, dos bilionários e do imperialismo”, diz a manifestação da legenda.

No posicionamento, o PSTU afirma que o nome de Dias representa uma pré-candidatura que seja uma alternativa à classe trabalhadora, de oposição de esquerda e socialista à extrema direita e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT).

“A extrema direita representa uma saída reacionária que busca aprofundar a exploração, retirar mais direitos, reprimir a organização popular e governar pela força. Mas também é preciso dizer a verdade: o governo Lula não representa uma alternativa para romper com esse sistema É preciso romper com o imperialismo e as engrenagens do sistema e lutarmos por um governo da classe trabalhadora e dos povos originários, quilombolas, mulheres e juventude pobre e negra, sem capitalistas”, afirma.

O manifesto apresenta um conjunto de medidas a favor da classe trabalhadora como o fim da escala 6×1, sem redução de salários e direitos; aumento geral dos salários, rumo ao mínimo do Dieese; revogação das reformas Trabalhista e Previdenciária; isenção do Imposto de Renda para assalariados, com tabela atualizada de verdade; direitos trabalhistas e proteção social aos trabalhadores de aplicativos.

QUEM É HERTZ DIAS
Ativista do movimento negro, se engajou desde muito jovem ao hip-hop, sendo um dos fundadores do Movimento Quilombo Urbano no Maranhão, movimento que une cultura, hip-hop e luta direta contra o racismo, por moradia e por direitos. É rapper do grupo Gíria Vermelha e professor de História da rede pública, unindo sua trajetória do rap à luta da classe trabalhadora, em especial os trabalhadores da Educação.

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