De “emergencial” só o escândalo: contrato de R$ 2 milhões vira rombo de R$ 11,5 milhões em Pinheiro

A gestão do prefeito André da Ralpnet (Podemos), em Pinheiro, está no centro de uma nova polêmica envolvendo a aplicação de recursos públicos na saúde. O Instituto Social Abrange, contratado por meio de um termo de colaboração emergencial no valor inicial de R$ 2,1 milhões, acabou recebendo mais de R$ 11,5 milhões em apenas seis meses, tudo sem licitação.

Firmado em março deste ano, o Contrato Nº 001/2025 tinha como finalidade a prestação de serviços médicos na rede municipal. No entanto, a ausência de uma justificativa sólida para a dispensa de licitação e o crescimento exponencial dos valores pagos despertaram a atenção de órgãos de controle e da população.

Mesmo com os repasses milionários, faltam médicos em diversas especialidades nas unidades de saúde, o que levanta suspeitas sobre a real eficácia e execução dos serviços contratados.

De acordo com registros financeiros obtidos pelo Blog do Joerdson Rodrigues, os pagamentos ao Instituto Abrange somaram R$ 11.520.977,20, divididos em seis parcelas mensais entre março e agosto de 2025, um aumento superior a 500%sobre o valor inicial.

O caso reacende o debate sobre transparência e responsabilidade fiscal na Prefeitura de Pinheiro. A população cobra respostas do gestor municipal, enquanto cresce a expectativa de que o Ministério Público e os órgãos de fiscalizaçãoinvestiguem possíveis irregularidades e apurem o destino dos recursos da saúde.

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