Câmara de São Luís custa cada vez mais caro e pouco produz


O orçamento da Câmara de Vereadores de São Luís virou um escândalo silencioso. De 2022 para 2026, os gastos da Casa saltam de R$ 143,8 milhões para absurdos R$ 179,1 milhões, um acréscimo de mais de R$ 35 milhões em apenas cinco anos.

Enquanto isso, os vereadores se reúnem apenas três vezes por semana, de segunda a quarta-feira, conforme o próprio Regimento Interno. Com essa “produtividade”, cada dia de sessão em 2026 custará, em média, R$ 1,3 milhão aos cofres públicos. É dinheiro de sobra para sustentar privilégios, enquanto a população enfrenta transporte precário, saúde colapsada e ruas esburacadas.

Com esse valor, a Câmara de São Luís ocupará a quarta posição entre os maiores orçamentos das Câmaras Municipais de capitais do Nordeste. A liderança é de Fortaleza, com R$ 329 milhões, seguida de Salvador, com R$ 324 milhões, e Recife, com R$ 272 milhões. Após São Luís, aparecem Teresina (R$ 140 milhões), Maceió (R$ 120 milhões), João Pessoa (R$ 103 milhões), Aracaju (R$ 101 milhões) e Natal (R$ 100 milhões).

E o mais revoltante: o orçamento, enviado pelo prefeito Eduardo Braide, ainda pode ser inflado pelos próprios vereadores por meio de emendas. Redução? Ninguém aposta. Afinal, cortar gastos nunca foi prioridade da política ludovicense.

A cada ano, a Câmara custa mais e entrega menos. Uma máquina cara, pesada e ineficiente, sustentada pelo suor do contribuinte.

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