Ciro começa a se enforcar com a própria língua

Brazil's former national integration minister Ciro Gomes gestures during the launching of his pre-candidacy for Brazil's presidential election for the Democratic Labour party, at the National Congress, in Brasilia, Brazil March 8, 2018. REUTERS/Adriano Machado

A sucessão de 2018 está diante de uma versão eleitoral da Lei de Murphy, aquela segundo a qual “quando uma coisa pode dar errado, ela dá errado.” Até bem pouco, Ciro Gomes parecia ser o único candidato em condições de ampliar sua base eleitoral. De repente, a coisa desandou. Nada a ver com a perda do apoio do centrão para Geraldo Alckmin. O grande problema de Ciro é, novamente, a língua de Ciro.

Autoritário ou enérgico? Arrogante ou determinado? Imprudente ou corajoso? O estilo de liderança a que se propõe Ciro Gomes constitui um enigma. Seus rivais apregoam que as primeiras alternativas são as verdadeiras. Ciro seria truculento e aventureiro. Ciro tenta demonstrar que as segundas opções é que são corretas. Seria brioso e arrojado. Mas não insensato.

O problema é que a língua de Ciro se expressa como se desejasse amarrar um nó no pescoço do dono. Em sua penúltima temeridade, a língua do candidato e disse que Lula “só teria chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder”, pois vamos devolver juízes e Ministério Público “para a caixinha.”

A coisa foi filmada. Mas Ciro atribuiu a má repercussão à imprensa, que teria retirado as frases do seu contexto. O candidato ainda não percebeu. Mas repete agora o mesmo erro de sucessões anteriores. O erro da autocombustão.

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