Entenda a importância de programas para levar peixes aos rios do Nordeste

Além do projeto de integração da Bacia do Rio São Francisco, o Governo do Brasil também auxilia os moradores da região por meio dos programas de peixamento, distribuindo alevinos (filhotes de peixes) para fortalecer a pesca em rios e açudes e a renda das famílias de pescadores.

Realizados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em parceria com os governos estaduais e municipais, as 750 operações organizadas desde 2007 já levaram cerca de 154,2 milhões de peixes para a região.

Somente em 2017, foram produzidos 8,1 milhões de alevinos nos centros da Codevasf e realizados 27 peixamentos. Em geral, são usados peixes nativos do rio, como pira, surubim, dourado, curimatã pacu, piau e piaba, para evitar desequilíbrio ecológico. Além da geração de renda e manutenção de produtividade da pesca, o peixamento é uma forma de reduzir interferências humanas no meio ambiente, como a construção de barragens, poluição e mudanças no clima, e conservar estoques de espécies ameaçadas de extinção.

Como funciona

A Codevasf captura peixes no meio ambiente, por meio de licença ambiental, e os leva para centros de aquicultura. São realizados processos de adaptação, preparação da alimentação e clima e posterior reprodução induzida — os peixes se reproduzem apenas em alguns meses em condições ideais, o que exige um preparo cuidadoso do ambiente onde são inseridos. Após essa fase, as larvas de peixe são cuidadas para que virem alevinos de tamanho adequado para o peixamento.

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