Weverton, Lupi e o escândalo de cobrança de propinas a ONG’s

Weverton Rocha, era assessor especial de Carlos Lupi, o segundo comandava o Ministério do Trabalho e Emprego; entidades afirmaram que o ex-assessor era o responsável em receber a propina

Relatos de diretores de ONGs, parlamentares e servidores revelaram à Revista Veja, que membros do Partido Democrático Trabalhista – PDT, quando estiveram à frente do órgão, transformaram a pasta em instrumento de extorsão.
Reportagem de VEJA, revelou que caciques do PDT, comandados pelo então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, revelou os relatos de diretores de ONGs, parlamentares e servidores públicos,que afirmaram que o esquema funciona assim: primeiro o ministério contratava entidades para dar cursos de capacitação profissional, e depois assessores exigiam propina de 5% a 15% para resolver ‘pendências’ que eles mesmos criavam.
Um dos institutos alvos do ‘achaque’ foi o ‘Êpa’, sediado no Rio Grande do Norte, que mantinha convênios para a qualificação de trabalhadores no Vale do Açu, a entidade entrou na mira dos dirigentes do PDT. O ministério determinou três fiscalizações e ordenou que não fosse feito mais nenhum repasse. Ao tentar resolver o problema, os diretores do instituto receberam o recado: poderiam regularizar rapidamente a situação da entidade pagando propina. Para tanto, deveriam entrar em contato com Weverton Rocha, então assessor especial de Lupi.
De acordo com os relatos obtidos por VEJA, Weverton era um dos responsáveis por fixar os valores da propina, e feito o acerto, o dinheiro era entregue a um emissário do grupo no Rio de Janeiro.
“Você não tem defesa. Já prestou serviço e sofre a ameaça de não receber. Se o sujeito te põe contra a parede, o que você faz?”, disse um dos membros da Ong.
O Blog vai lançar também documentos de outro instituto, a Federação de Desenvolvimento das Organizações do Terceiro setor no Maranhão – FEDECMA.

Fonte: Blog Filipe Mota

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